5 lições de Stephen Hawking para vida

Físico teórico e cosmólogo, umas das mentes mais brilhantes da atualidade, Stephen Hawking nos deixou como legado diversas obras de divulgação científica.  Foi responsável pela formulação de teorias sobre a estrutura do Universo. 

Entre suas principais publicações, destaca-se seu primeiro livro, publicado em 1988.O best seller “Uma breve história do tempo” vendeu mais de 25 milhões de cópias e esteve na na lista de best-sellers do The Sunday Time britânico por um recorde de 237 semanas.

O tema principal do livro é a relação do tempo com o espaço. Stephen Hawking fala sobre as origens do universo, teoria da relatividade, buracos negros e Big Bang. Com uma linguagem acessível até mesmo para os mais leigos, é uma leitura indispensável para quem realmente quer conhecer a física teórica, cosmologia. 

Atualmente, os cientistas explicam o universo através de duas teorias: a teoria da relatividade e a mecânica quântica. A busca é por uma nova teoria que as incorpore, algo como teoria quântica da gravidade. O livros traz um resumo de todas as principais teorias criadas e sobre grandes marcos da ciência, passando por Aristóteles, Ptolomeu, Copérnico, Galileu Galilei, Isaac Newton e Einstein. 

Uma breve história do tempo de Stephen Hawking 

Hawking era portador de uma doença degenerativa, “Uma breve história do tempo” e todos os outros livros e pesquisas foram escritos enquanto a doença paralisava seu corpo, coordenação motora e fala. Por sua trajetória e legado, Stephen Hawking deixou ensinamentos valiosos não só para ciência, mas também para nossas vidas. 

Confira 5 lições de Stephen Hawking para vida!

1. Enquanto há vida, há esperança

“Minhas expectativas se reduziram a zero quando tinha 21 anos. O restante foi um presente”. 

Aos 21 anos, enquanto fazia seu doutorado na Universidade de Cambridge, ele foi diagnosticado com a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Contrariando as breves expectativas dos médicos (2 anos de vida), Hawking viveu até os 76 anos. Em seus últimos anos de vida, se comunicava através de um sintetizador de voz que rastreava o movimento dos seus olhos para gerar palavras.

2. Aprenda a se adaptar às mudanças

Hawking conseguiu se adaptar às mudanças e fazer a diferença no mundo, mesmo com uma doença grave e sem cura. Em 1985, perdeu a voz após ser submetido a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia com risco de morte. Comunicando-se através do sintetizador de fala, pediu ajuda para terminar o livro que estava trabalhando.

“Inteligência é a habilidade de se adaptar às mudanças.”

3. Não há respostas para tudo

Em 2010, em uma palestra na Inglaterra, perguntaram à Hawking se acreditava que em algum momento as pessoas iriam aprender tudo sobre física. Rapidamente ele respondeu que esperava que não. Para o cientista, não podemos nos responsabilizar em ter todas as respostas. Assim como a física não é capaz de responder todas as questões do universo, os seres humanos também não são capazes de compreender tudo ao seu redor.

“Apesar de física e a matemática nos dizer como o universo começou, eles não são bons em falar sobre o comportamento humano porque há muitas equações para resolver. Eu não sou melhor do que ninguém para entender o que motiva as pessoas”

4. Conhecimento deve ser compartilhado com todos

“Uma Breve História do Tempo” vendeu mais de 25 milhões de cópias e foi lido por uma legião de pessoas. Hawking acreditava que a razão de seu sucesso era dar às pessoas acesso a grandes questões filosóficas. 

Apesar de seu tema difícil, a linguagem e informações foram adaptadas para que os leitores tivessem acesso às informações que, apesar de serem difíceis, poderiam de alguma forma se serem úteis às pessoas. Hawking tinha prazer em compartilhar qualquer coisa ou informação, para ele, por menor que seja o seu conhecimento, deve sempre ser compartilhado. 

“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo.”

5. Mantenha o senso de humor

Uma característica marcante de Stephen Hawking, mesmo diante das limitações e dificuldades, era o senso de humor muito sagaz, capaz de fazer piadas quando menos se esperava e rir de si mesmo.

“O lado ruim da minha celebridade é que eu não posso ir a lugar nenhum no mundo sem ser reconhecido. Para mim não basta colocar óculos escuros e uma peruca. A cadeira de rodas me entrega.”

Além disso, fez participações em diversos comerciais e programas de TV. A banda Pink Floyd usou sua voz nas faixas Keep Talking e Talkin’ Hawkin. E declarou que suas aparições e menções nos seriados Os Simpsons e The Big Bang Theory são mais populares que seus trabalhos científicos.

“A vida seria trágica, se não fosse engraçada”

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