Como os tecidos tecnológicos funcionam? Conheça 3 exemplos

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Inicialmente apresentados em filmes, os tecidos tecnológicos deixaram o ambiente da ficção para fazer parte do dia a dia das pessoas. Roupas com proteção UV, com resistência ao fogo ou que repelem água já são uma realidade.

Os avanços da tecnologia têxtil são palpáveis e as soluções estão circulando no mercado a um preço acessível. Nos próximos anos, espera-se mais novidades e ampla oferta de roupas tecnológicas para os consumidores.

Indústria têxtil e tipos de fibras

Para entender a importância dos tecidos tecnológicos atuais, é necessário voltar no tempo e conhecer um pouco da história da indústria têxtil. Inicialmente, existiam apenas dois tipos de fibras: naturais e artificiais.

As naturais têm origem vegetal ou animal e são encontradas na natureza, como o algodão e a lã. Enquanto isso, as artificiais também estão no ambiente natural, mas precisam ser processadas, como a viscose.

Com o passar do tempo, o avanço na indústria permitiu a criação de tecidos sintéticos, como o poliéster, que é derivado do petróleo. No entanto, esse tipo de fibra não era leve e não tinha uma boa capacidade de absorção da umidade do corpo.

O que é um tecido tecnológico?

A criação dos tecidos tecnológicos e inteligentes foi facilitada pelo aparecimento das microfibras, nos anos 1970. Essa fibra sintética tem a espessura de um fio de cabelo, tornando maior a qualidade do tecido em comparação à do poliéster tradicional.

Desse modo, é possível acrescentar características específicas à microfibra, como proteção aos raios UV ou propriedades antibacterianas. Funciona como uma receita: você tem a base da sobremesa, mas pode mudar o sabor de acordo com os ingredientes que utiliza.

Assim, fica fácil entender o que são tecidos tecnológicos: fibras que, depois de modificadas, apresentam determinadas características para melhorar a vida do consumidor.

Conheça 3 exemplos de tecidos tecnológicos

Essas tecnologias já estão em processo de democratização e é fácil encontrar peças que apresentam essas particularidades. Por isso, separamos três tipos de tecidos tecnológicos e explicamos como eles funcionam. Confira:

Tecido antiviral

Com o avanço da pandemia e a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a indústria têxtil empenhou-se na busca de soluções tecnológicas e criou o tecido antiviral, capaz de neutralizar o novo coronavírus.

Para isso, íons de prata são aplicados na fibra do tecido. A prata, quando reduzida em escala nanométrica, aumenta seu poder germicida. Dessa forma, quando o vírus entra em contato com a superfície do tecido antiviral, ele é neutralizado. Consequentemente, não é possível se reproduzir ou infectar as pessoas.

Tecido antibacteriano

O suor, por si só, não apresenta cheiro nem coloração. O mau odor é causado pelas bactérias que se reproduzem na superfície da pele. Sabendo disso, a Insider criou t-shirts, camisetas internas e cuecas com tecido antibacteriano, impedindo a reprodução desses micro-organismos.

Dessa forma, os produtos da marca são anti odor e anti suor. Além disso, os tecidos utilizados são o modal e a poliamida biodegradável, que apresentam alto nível de absorção e evaporação do suor corporal. Para completar, as peças são produzidas de maneira sustentável e utilizam menos água que as roupas de algodão.

Tecido anticelulite

Além do tecido antibacteriano e antiviral, outra tecnologia que está chamando atenção encontra-se no tecido anticelulite. O fio utilizado contém minerais bioativos com capacidade de absorver o calor corporal e transformá-lo em raios infravermelhos.

Esses raios conseguem melhorar a circulação de sangue na região, reduzindo a celulite e a fadiga muscular. Por isso, uma das indústrias que mais se beneficia dos tecidos tecnológicos é a do setor esportivo.

Futuro dos tecidos tecnológicos

Uma das principais vantagens dos tecidos tecnológicos é a preservação do toque e da maciez das peças. Com isso, é possível ter uma roupa com alta tecnologia que é confortável e funciona no dia a dia.

Esse campo de pesquisa é amplo e recheado de possibilidades. Atualmente, grandes esforços estão sendo feitos para tornar as tecnologias vestíveis (wearable tech) algo viável. Isso significa que as roupas seriam capazes de medir os batimentos cardíacos ou mudar de cor e estampa, por exemplo.